A Tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) é a referência mais utilizada no Brasil para avaliar o preço de veículos usados. Mas muita gente usa ela de forma errada — ora pagando mais do que devia, ora perdendo boas oportunidades por não entender o que o número representa.
O que a FIPE realmente mede
A FIPE calcula uma média de preços de anúncios e transações registradas em determinado período. Ela é atualizada mensalmente e considera marca, modelo, ano e combustível. O que ela não considera: estado de conservação, quilometragem, histórico de sinistros, opcionais e a região onde o carro está sendo vendido.
Quando o carro vale mais que a FIPE
Carros com baixa quilometragem, revisões em dia, sem sinistros e com opcionais valorizados (câmbio automático, teto solar, bancos de couro) costumam ser negociados acima da FIPE — e justificadamente. Se o carro está em excelente estado, o vendedor tem argumento para pedir um prêmio de 5% a 15%.
Quando o carro vale menos que a FIPE
Problemas mecânicos conhecidos, quilometragem acima da média para o ano, histórico de batidas, pintura retocada ou documentação com restrições são motivos legítimos para negociar abaixo da tabela. Cada problema tem um custo de reparo — use isso como argumento concreto.
A estratégia de negociação baseada em dados
Em vez de dizer "quero 10% de desconto", diga "a borracha da suspensão dianteira está desgastada, o reparo custa em torno de R$ 800, então R$ 67.500 é o que faz sentido para mim." Argumentos técnicos com valores específicos são muito mais difíceis de recusar do que pedidos genéricos.